Uma vida medida em risos e conexão.

William “Bill” Brundick tem uma maneira especial de criar uma atmosfera envolvente desde o primeiro contato, através do humor, da cordialidade e de um desejo inconfundível de deixar as pessoas um pouco mais leves do que as encontrou.
"Não gosto que ninguém vá embora sem sorrir", diz ele com um sorriso. "É algo inerente a mim."
Bill está atualmente sob cuidados paliativos desde 2025 devido a insuficiência cardíaca congestiva. O início precoce dos cuidados proporcionou a ele e à sua família o presente do tempo para se concentrarem na conexão, na alegria e nos momentos que mais importam.
Quando lhe pedem para descrever onde a vida o levou até hoje, ele não pensa muito a respeito.
"Satisfeito e tranquilo", diz ele simplesmente, antes de acrescentar com um toque de humor já conhecido: "Durmo bastante".
Viver plenamente agora não significa fazer mais, mas sim estar presente. "Feliz e produtivo", diz ele — não no sentido tradicional, mas de uma forma mais tranquila e intencional: estar presente para os outros, valorizar a conexão e encontrar significado nos pequenos momentos que dão sentido à vida. O apoio precoce dos cuidados paliativos permitiu que ele saboreasse esses momentos plenamente, criando espaço para risos, reflexão e conexão familiar.
O riso fluía naturalmente durante a entrevista com Bill, seja nas brincadeiras com sua esposa, Eleanor, com quem está casado há mais de 40 anos, ou quando sua filha Lorien apareceu com seu pug resgatado, Rush — carinhosamente apelidado de "Smush". Brincadeiras leves, piadas compartilhadas e pequenos momentos de humor deram à conversa um ritmo alegre.
“Amanda e Steffanie, que estavam prestando cuidados durante a entrevista com Bill, também fazem você rir”, observou Eleanor com um sorriso.
Amanda Grim, auxiliar de cuidados paliativos da Choices Healthcare, traz uma presença constante e compassiva a cada visita, aliada a um espírito lúdico e bem-humorado que combina com o de Bill. Ao seu lado, Steffanie Hawthorne, enfermeira gestora de casos, orienta os cuidados com conhecimento clínico e genuína afeição. Juntas, elas transformam as visitas de rotina em momentos que Bill aguarda com expectativa, criando conforto, conexão e espaço para alegria.
“Aguardo com muita expectativa as visitas deles”, diz ele com um sorriso.
Para Eleanor, esse apoio fez toda a diferença, tanto visível quanto silenciosa. Criou um espaço para que Bill se sentisse à vontade, para que eles se concentrassem no que realmente importa e para as pequenas experiências compartilhadas que dão sentido à vida.
“Nós nos divertimos muito”, diz Bill. “União… foco na união.”
O que mais importa agora não são grandes gestos, mas momentos simples e tangíveis. "Proximidade. Busca por diversão. E toque." Essas conexões humanas tranquilas são onde a vida se torna mais plena.
Olhando para trás, a vida de Bill foi tudo menos modesta. Ele passou 18 anos como consultor de gestão depois de iniciar sua carreira na Westinghouse, uma empresa de energia nuclear, construindo um caminho que lhe proporcionou independência e oportunidades. Viajar, em especial, tornou-se uma paixão compartilhada com Eleanor e um elo que conecta muitas de suas memórias.
“Havaí”, diz ele sem hesitar. “É de tirar o fôlego. É tão lindo assim.”
Em Kauai, Bill encontrou um mirante tão deslumbrante que fez suas pernas tremerem. Não era apenas a paisagem, mas o que ela representava: tempo juntos, admiração compartilhada e a liberdade de simplesmente estar presente. O Havaí não era apenas um destino; era um sentimento que os acompanhou muito tempo depois de voltarem para casa.
"Gostaria que todos pudessem viajar, seja localmente ou internacionalmente... apenas para se conectar com outras pessoas... seres humanos", diz ele.
Há um senso de aceitação, até mesmo de humor, em sua maneira de refletir sobre a vida. "Todo mundo está indo para o mesmo lugar", diz ele, dando de ombros. "E daí?" Para Bill, essa frase é libertadora — ela elimina o que não importa e traz tudo o mais para o foco: relacionamentos, experiências compartilhadas e a capacidade de encontrar leveza mesmo em momentos sérios.
O humor está sempre presente. Ele faz brincadeiras, piadas e transforma momentos comuns em algo memorável. "Quando todos riem ao mesmo tempo, tudo fica melhor", diz ele.
O que mais se destaca é a forma como Bill escolhe se apresentar — com conexão, gratidão e humor. Os cuidados paliativos precoces permitiram que ele criasse mais momentos como esses: tempo extra para saborear o riso, compartilhar histórias e se conectar profundamente com a família e os amigos. Não há qualquer sensação de finalidade em suas palavras, apenas presença. A família entra e sai do quarto. As conversas mudam. O riso continua.
No centro de tudo está Bill, exatamente como ele pretende ser: engajado, conectado e garantindo, acima de tudo, que ninguém saia sem um sorriso.
Uma Vida em Histórias
Além de sua carreira e viagens, Bill também é um autor publicado, uma atividade criativa que reflete a mesma curiosidade, humor e perspectiva que ele traz para o dia a dia.
Livro dele, Uma dúzia dupla de padeiro — +4, é uma coleção de contos que misturam experiências pessoais, observações e ideias imaginativas. O próprio título reflete a natureza lúdica e analítica de Bill. Como ele explica, uma "dúzia de padeiro" são 13 contos, o dobro disso dá 26, e adicionando mais quatro, chega-se a 30, o número de contos incluídos na coleção.
As histórias vêm de muitos lugares. Algumas estão diretamente enraizadas na própria vida de Bill, capturando momentos e perspectivas moldados por anos de experiência. Outras foram inspiradas por filmes e programas de televisão clássicos de décadas passadas, misturando nostalgia com criatividade de maneiras inesperadas.
Publicado originalmente na década de 1990, o livro inclui uma variedade de textos, alguns que ele adora, outros que simplesmente aprecia e outros que, segundo ele, reescreveria se tivesse a oportunidade. Essa honestidade, assim como sua narrativa, é parte do que torna a obra singularmente sua.
Para Bill, escrever nunca foi apenas colocar palavras em uma página. Era outra forma de observar o mundo, compreendê-lo e, à sua maneira, conectar-se com os outros, uma história de cada vez.
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